terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Exame de recuperação

Seguem abaixo as perguntas que compõem o exame de recuperação do curso. Cada resposta vale 2 pontos. As respostas devem ser enviadas para o e-mail flamarioncr@yahoo.com.br com cópia para flamarion.ramos@ufabc.edu.br até às 18 h do dia 18/12.

Estudantes ouvintes que não entregaram o trabalho podem fazer o exame de recuperação e enviar as respostas no mesmo prazo para receber o certificado.

1. Em que consiste o "argumento de analogia" desenvolvido por Schopenhauer no segundo livro de O mundo como vontade e representação?

2. Qual a diferença entre os dois modos de representação apresentados por Schopenhauer em sua obra principal, a saber, a representação submetida ao princípio de razão e a representação independente do princípio de razão?

3. Quais são as três principais características da "vontade" enquanto coisa em si que a diferencia de todos os objetos fenômenicos?

4. Qual a diferença entre conceito e ideia na filosofia de Schopenhauer?

5. Qual o critério para determinar as ações dotadas de valor moral segundo Schopenhauer? Justifique sua resposta.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Atividades - Resumo

Ao longo deste curso, fizemos algumas atividades para orientar a leitura de "O mundo como vontade e representação" e avaliar a assiduidade do estudo. Até agora foram 8:

1. Apresentação no blog

2. Resposta a um questionário sobre um problema metafísico

3. Solução do problema metafísico

4. Questão sobre a relação entre filosofia e ciência

5. Avaliação do argumento de analogia de Schopenhauer

6. Citação de uma obra de arte ou exemplo de beleza a partir da estética de Schopenhauer

7. "Experimentum crucis" sobre o fundamento da moral em Schopenhauer

8. Prévia do trabalho final

As duas últimas atividades serão postas essa semana aqui no blog e no sistema Sigaa: trata-se do preenchimento de dois formulários de auto-avaliação e avaliação do curso.

Todas as atividades tinham um prazo específico para entrega. Quem deixou de entregar alguma atividade poderá entregá-la até a próxima sexta dia 11/12 às 23:59 hrs. Enviar a atividade por e-mail ou postá-la em sua respectiva postagem.

Essas atividades são exclusivas para os estudantes matriculados no curso neste Quadrimestre Suplementar de 2020.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

A posteridade: a escola schopenhaueriana e a questão do niilismo

 A videoaula programada para hoje, dia 03/12, não pôde ser gravada, mas será transmitida nos próximos dias. Enquanto isso, recomendo assistir às conferências do Encontro do GT Schopenhauer da Anpof que realizamos nas últimas semanas e que podem ser vistas no link abaixo:

https://www.youtube.com/playlist?list=PLhtefTVJgbLi_k4QJ42RghPSs6gk-sBau


domingo, 29 de novembro de 2020

Atividade 7 - Experimentum Crucis

Responda às questões colocadas por Schopenhauer ao final desse texto. 

Poste a resposta nos comentários da postagem.

Tomem-se dois jovens, Caio e Tito, ambos apaixonados, cada um por uma moça diferente. No caminho de cada um, por circunstâncias externas, há um rival preferido. Ambos estão decididos a mandar os seus respectivos rivais para o outro mundo e ambos não correm o risco de serem descobertos ou mesmo de se tornarem suspeitos. Todavia cada um deles, por seu lado, ao se aproximar a realização do assassinato, dele desiste, depois de uma luta consigo mesmo. Eles têm de nos prestar contas, precisas e claras, das razões da desistência de suas resoluções. A explicação de Caio deve ficar por conta da escolha do leitor. Ele pode ter sido demovido talvez por razões religiosas, como a vontade de Deus, o castigo que o espera, o juízo futuro, etc. Ou ele diz: “Eu pensei que a máxima de meu procedimento neste caso não teria sido adequada a dar uma regra universalmente válida para todos os possíveis seres racionais, pois eu teria tratado meu rival só como meio e não, ao mesmo tempo, como fim”. Ou ele diz com Fichte: “Cada vida humana é meio para a realização da lei moral. Portanto, sem ser indiferente à realização da lei moral, não posso aniquilar alguém que é destinado a colaborar com ela”. (Doutrina dos costumes, p. 373). (Dizendo de passagem, ele poderia prevenir-se desse escrúpulo, esperando produzir logo, com a posse de sua amada, um novo instrumento da lei moral). Ou ele diz, de acordo com Wollastone: “Refleti que aquela ação seria expressão de uma proposição não verdadeira”. Ou diz, de acordo com Hutcheson: “O sentido moral cujas sensações são tão inexplicáveis quanto a dos outros sentidos destinou-me a abandoná-la”. Ou diz, de acordo com Adam Smith: “Eu previ que minha ação não despertaria nos observadores nenhuma simpatia por mim”. Ou, de acordo com Christian Wolff: “reconheci que por essa ação eu estaria trabalhando contra meu próprio aperfeiçoamento e que também não promoveria o de nenhum estranho”. Ou diz com Espinosa: “nada é mais útil para o homem que o próprio homem, logo eu não poderia querer matar um homem”. Em suma, ele diria o que se quisesse. Mas Tito, cujas razões eu reservo para mim, diria: “Quando chegou a hora dos preparativos e, por um momento, não tive de me ocupar com a minha paixão e sim daquele rival, tornou- se-me claro, pela primeira vez, o que se passaria com ele. Fui então tomado pela compaixão e pela misericórdia, tive dó dele e não tive coragem: eu não poderia fazê-lo”. Agora pergunto ao leitor honesto e imparcial: qual deles é o melhor homem? Nas mãos de quem poria, de melhor grado, o seu destino? Quem foi impedido pelo motivo mais puro? Onde está, de acordo com isso, o fundamento da moral? (Arthur Schopenhauer, Sobre o Fundamento da Moral, § 19).