domingo, 29 de novembro de 2020

Atividade 7 - Experimentum Crucis

Responda às questões colocadas por Schopenhauer ao final desse texto. 

Poste a resposta nos comentários da postagem.

Tomem-se dois jovens, Caio e Tito, ambos apaixonados, cada um por uma moça diferente. No caminho de cada um, por circunstâncias externas, há um rival preferido. Ambos estão decididos a mandar os seus respectivos rivais para o outro mundo e ambos não correm o risco de serem descobertos ou mesmo de se tornarem suspeitos. Todavia cada um deles, por seu lado, ao se aproximar a realização do assassinato, dele desiste, depois de uma luta consigo mesmo. Eles têm de nos prestar contas, precisas e claras, das razões da desistência de suas resoluções. A explicação de Caio deve ficar por conta da escolha do leitor. Ele pode ter sido demovido talvez por razões religiosas, como a vontade de Deus, o castigo que o espera, o juízo futuro, etc. Ou ele diz: “Eu pensei que a máxima de meu procedimento neste caso não teria sido adequada a dar uma regra universalmente válida para todos os possíveis seres racionais, pois eu teria tratado meu rival só como meio e não, ao mesmo tempo, como fim”. Ou ele diz com Fichte: “Cada vida humana é meio para a realização da lei moral. Portanto, sem ser indiferente à realização da lei moral, não posso aniquilar alguém que é destinado a colaborar com ela”. (Doutrina dos costumes, p. 373). (Dizendo de passagem, ele poderia prevenir-se desse escrúpulo, esperando produzir logo, com a posse de sua amada, um novo instrumento da lei moral). Ou ele diz, de acordo com Wollastone: “Refleti que aquela ação seria expressão de uma proposição não verdadeira”. Ou diz, de acordo com Hutcheson: “O sentido moral cujas sensações são tão inexplicáveis quanto a dos outros sentidos destinou-me a abandoná-la”. Ou diz, de acordo com Adam Smith: “Eu previ que minha ação não despertaria nos observadores nenhuma simpatia por mim”. Ou, de acordo com Christian Wolff: “reconheci que por essa ação eu estaria trabalhando contra meu próprio aperfeiçoamento e que também não promoveria o de nenhum estranho”. Ou diz com Espinosa: “nada é mais útil para o homem que o próprio homem, logo eu não poderia querer matar um homem”. Em suma, ele diria o que se quisesse. Mas Tito, cujas razões eu reservo para mim, diria: “Quando chegou a hora dos preparativos e, por um momento, não tive de me ocupar com a minha paixão e sim daquele rival, tornou- se-me claro, pela primeira vez, o que se passaria com ele. Fui então tomado pela compaixão e pela misericórdia, tive dó dele e não tive coragem: eu não poderia fazê-lo”. Agora pergunto ao leitor honesto e imparcial: qual deles é o melhor homem? Nas mãos de quem poria, de melhor grado, o seu destino? Quem foi impedido pelo motivo mais puro? Onde está, de acordo com isso, o fundamento da moral? (Arthur Schopenhauer, Sobre o Fundamento da Moral, § 19).

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Encontros GT SCHOPENHAUER da ANPOF 2020 - Schopenhauer Educador

Encontros GT SCHOPENHAUER DA ANPOF 2020

Schopenhauer Educador

As mesas serão transmitidas pelo "Canal Schopenhauer" do You Tube.

https://www.youtube.com/channel/UCWqaJ_3kEgPuYYgb6RuEu4A


25/11/2020

11:00 às 13:00 h

Reunião GT Schopenhauer

 

14:00 às 16:00 h

Mesa 1 “Lançamentos 2020”

Gabriel Valladão Silva (TU-Berlin/UNICAMP)

Jorge Luis Palicer do Prado (UEL)

Katia Santos ((UFERSA)

Vilmar Debona (UFSC)

Luan Corrêa da Silva (UFPR)

 

16:30 às 18:30 h

Mesa 2

Dax Moraes (UFRN)

Schopenhauer em defesa do saber autêntico

Eduardo Ribeiro da Fonseca (PUCPR)

Schopenhauer, arte e educação

Guilherme Marconi Germer (USP)

Sobre a dupla circularidade formal de “Sobre a Liberdade da Vontade” de A. Schopenhauer

 

19:00 às 21:00 h

Mesa 3

Eli Vagner Rodriguez (UNESP)

O niilismo alemão segundo Leo Strauss: Schopenhauer e Nietzsche na formação da juventude alemã das décadas de 20 e 30

Jair Barboza (UFSC)

Quincas Borba Educador

 

02/12/2020

 

14:00 às 16:00 h

Mesa 4

Jarlee Oliveira Silva Salviano (UFBA)

Pensar Nagô com Schopenhauer

Selma Bassoli 

Os tipos de objetividade na teoria do conhecimento de Schopenhauer

Lívia Ribeiro (PUCPR)

Considerações sobre o corpo em Schopenhauer

 

16:30 às 18:30 h

Mesa 5

Felipe dos Santos Durante (UFAC)

Preleções de Berlim: o conceito de Injustiça (Unrecht) na Metafísica dos Costumes

Eduardo Brandão (USP)

A noção de Bildung entre Schopenhauer e o jovem Nietzsche

Kleverton Bacelar (UFBA)

A conversão de Nietzsche à filosofia de Schopenhauer


19:00 às 21:00 h

Mesa de encerramento: Cacciola na sala de aula

 

Maria Lúcia Cacciola (USP)

Os mestres Kant e Schopenhauer, na perspectiva de Nietzsche




segunda-feira, 23 de novembro de 2020

A ética de Schopenhauer

Aula complementar sobre a ética de Schopenhauer (§§ 61 - 67 de "O mundo como vontade e representação")



A doutrina do direito de Schopenhauer

Apresentação da teoria do direito presente no § 62 de "O mundo como vontade e representação". Ética, direito, justiça e política. A exposição foi feita por Renan Alves do Nascimento, formado em direito pela Universidade Metodista de São Paulo e mestre em filosofia pela Universidade Federal do ABC.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

O quarto livro: a metafísica dos costumes

 As duas primeiras partes da aula de hoje foram transmitidas ao vivo pelo YouTube, mas a transmissão foi interrompida duas vezes por conta da chuva e da consequente queda da internet. A terceira parte foi gravada.





quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Richard Wagner "Tristan Und Isolde"

 


Arte e filosofia - Atividade 6

 Para Schopenhauer, uma das experiências fundamentais da existência humana é proporcionada pela arte e sua capacidade de nos fazer perder no objeto. Cite uma obra ou a visão de algo belo na natureza que te conduz a essa experiência. Coloque um link nos comentários com alguma remissão a essa obra ou a esse objeto e justifique sua escolha.